O Homem que não sabia fazer parar de chover
Joe olhou pela janela e percebeu que chovia. Chovia mais do que ele desejava que chovesse, mas não bastava isso, chovia e fazia um imenso frio e ele, na sua angústia rotineira, pensou: Por que será? Sentado ali, tomando a horas a mesma coisa, já nem sabia se inicialmente tinha sido quente ou frio, mas também nem queria saber, tudo o que Joe pensava era: por que será? A chuva e o vento se intensificavam, e os dedos gelados dele tocaram sua testa, sentiu um calafrio, percebeu que seus dedos gelados estavam sendo a representação de seu coração. Frio, muito frio, quase tão frio, que ninguém habitava ali, somente aqueles que mais resistentes eram. Sua mãe, seu pai, dois irmãos e só. O coração de Joe, era uma Antártida dentro do seu corpo, onde alguns corajosos desbravadores, insistiam em permanecer. Ele suspirou, pela milésima vez, uma dor o acometeu, nem sabia onde doía mais, Joe estava ilhado, ilhado na própria angústia desesperada de não sabe como esquentar os dedos, de não saber fa...