She used to...
Ela costumava sentar naquele mesmo café, com o mesmo tipo de literatura, todos os sábados pela manhã, depois de ir caminhando dois quarteirões, com seu meio sorriso, um pouco simpatia, um pouco receio, um tanto sem perceber. Cumprimentou dois ou três, nunca saberia os nomes, mas faziam parte de sua vida, vida essa que naquele dia, por um motivo ou outro, parou para pensar. Foi quando uma mãe de duas crianças pequenas tentava atarentada atravessar a rua em segurança. Lane observava atenta, esperando o desfecho da aventura quando algo lhe veio à mente, nunca tinha passado por isso! Sua vida foi tão bem construída na segurança utópica de seu universo. Casou-se cedo, na época em que muitos experimentavam a turbulência da juventude, do desapego emocional, das festas intermináveis, Lane estava segura em um teto que praticamente podia chamar de seu com alguém que definitivamente lhe pertencia, e toda aquela parte da dúvida estava fora de seu alcance. Assim como uma vida a dois lhe ocorre...