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Como assim?

  (ATENÇÃO, SE VOCÊ É NOVO AQUI, PARA ENTENDER ESSA HISTÓRIA, VOCÊ PRECISA LER A DE BAIXO, "cadê a pessoa". OBRIGADA, DE NADA). Alguém  retornou para a consulta, como era esperado por todos nós. Confesso que já estava em cólicas pra saber se houve a resposta, se a resposta atendia minha fantasia ou se seria o tipo de resposta que eu fico muito bravo depois de obter. Estava com medo do tal do Jonas ser monossilábico e ter aceitado numa boa a partida da Pessoa. Já pensou? Eu sei que você pensou, confesse!  Mas também sei que a chama da esperança disso continuar da melhor forma possível, estava grudada na nossa mente, deve ser o tipo de coisa que andamos lendo ou assistindo! hahaha  Você com certeza acha que eu estou enrolando demais para começar, né? Eu estou mesmo, afinal esse blog é meu e eu escrevo do jeito que eu quiser, e eu queria que vocês gostassem de mim, não pensassem só no Jonas e na Pessoa. Enfim, vou escrever de acordo com a minha memória e o relato de...

Cadê a Pessoa?

  Alguém achou uma carta, uma carta que foi escrita por uma pessoa que queria ir, mas preferia ficar! E é aqui que começa a história. Vamos chamar de Pessoa, para preservar a identidade da criatura. Precisamos respeitar os mortos! Entretanto, nós nem sabemos se a Pessoa morreu de fato, tô assumindo a culpa por estar julgando. Julgo baseado no conteúdo da tal carta que foi encontrada, intacta, numa caixa postal. Quem é que usa caixa postal em pleno século XXI? enfim, já julguei demais. O conteúdo da carta, eu seeeei! Não sei, para mim era uma carta de despedida, mas não acredito que seja uma carta de um suicida. Tem poesia, tem metáforas, tem sentimento! É como se a carta estivesse viva, ali bem na frente do transeunte que a encontrou.  A carta tenta explicar algo complexo para o destinatário dela. A Pessoa começa com a cidade e data e vai logo para o que interessa! Jonas, (esse é o destinatário e nem queremos preservar a identidade dele). Eu vou tentar te contar o con...

Relógio

 Colecionar relógios e estar sempre atrasada! A pessoa que se tornou seu próprio paradoxo. O que é o tempo, afinal? Tempo de quem? Que horas são enquanto você lê esse texto? Isso realmente importa? Estaria eu atrasada em escrever aqui ou adiantada, já que você nem sabia? Assim, ela andava pela vida, sempre com pensamentos que a obrigavam a chegar em algum lugar, alguma conclusão que estava ali, à espreita. Ah! era isso que estava acontecendo com imensa frequência, as coisas ficavam ali, sempre sorrateiras e sem dúvidas "à espreita". Há muito andava angustiada, sentia estar sendo vigiada pela vizinha. Parecia muito claro para ela, o quanto a vizinha lhe tinha aversão, ao mesmo tempo, essa mesma vizinha, vivia a espreitá-la, dia após dia e depois agia como se nada fosse, passando por ela com o esnobismo costumeiro dos sem classe. Porém, Irene sabia das suas más intenções e pra fingir estar alheia, ela consultava o relógio. Como toda boa angústia, essa também não estava sozinha ...

Liberté!

Já se fazia noite alta, quando Catherine resolveu sair pelas ruas. Fumando seu cigarro, subiu a rua principal e encostou-se no poste, pensando no que acabara de ocorrer. Foi convidada para esta festa em particular e resolveu ir, festa de pessoas importantes, mas sem motivo importante nenhum. Escolheu um vestido não muito curto, preto, um pouco de glamour, mangas e decote nas costas, elegantemente calçou as sandálias de salto, maquiou-se sem muito cuidado, mas lembrou do batom vermelho. Saiu apressada, nunca houve um dia na vida de Catherine, que ela não estivesse apressada. Chegou a festa, encontrou uma ou duas pessoas interessantes, conversou e riu, tomou qualquer coisa e quando estava feliz em seu ambiente, ela percebe quem entra pela porta. O ex marido! O ex marido de Catherine, não era bem o tipo de pessoa que se queira encontrar depois do divórcio. Violento desde o primeiro dia da primeira hora, Catherine viveu ao longo de sete anos em um estado de reprimenda e tristeza que quase ...

Quantos episódios tem uma temporada?

  Em duas pontas do país, na de cima e na de baixo, histórias de amor, duas pessoas, que não se conheciam, porém viviam momentos semelhantes; o fim. E talvez o fim trouxesse um começo. Manu escreveu uma carta, a carta de amor mais linda que qualquer carta de amor do extremo norte! Leu e releu a carta, teve certeza do que estava escrito, sentiu cada palavra! Sorriu, envelopou, selou e depositou numa caixa amarela, na rua principal! Dali sairia o arauto do seu amor! Em 3 meses, Manu pensou, em 3 meses estaremos juntos e poderemos divagar, refletir, consagrar essas palavras. Fazia um ano que Manu estava fora e trabalhou tanto que não teve tempo de escrever. Atravessou a rua, comprou uma água e finalmente descansou. No sul, Kaka andava pra lá e pra cá com uma criança no colo. O sol já se punha, o resquício de um dia que tinha sido quente e bonito. Kaka, segurando o que era sem dúvidas o grande amor de sua vida, esperava aquele que já tinha sido. Desde cedo às voltas com esse amor, K...

En el muelle de San Blas

  Quem de nós em sã consciência, gostaria de ir ao Panamá? Ninguém, NINGUÉM, nin-guém! Era o que Isabel ficava repetindo para si mesma! No fundo ela queria se convencer de que nem ela, nem qualquer outro ser vivente na terra, teria interesse em ficar uma semana no Panamá com tudo pago. Afinal, quem é que precisa de pechinchas na vida? Tudo que vem fácil, vai fácil. Quando a esmola é demais o santo desconfia. Conquistar é melhor do que ganhar. E assim foi, uma enxurrada de clichês para tirar a sensação de ser idiota do peito. Até que ali, deitada olhando pro teto limpo de seu quarto, Isabel se rendeu ao óbvio. Ela chorou. Não chorou copiosamente, ela não é disso. Mesmo assim era choro. Tentou justificar pra si mesma que aquele era um choro justo diante da injustiça, duas lágrimas tristes na tristeza, um falso consolo para os desconsolados. Quando Isabel era pequena e se sentia assim, ela chupava limões, e hoje pensando bem sobre esse detalhe, atentou de que deve ser por isso que lim...

O início

 No início era um gato e um menininho.  Quando aquela bolinha de pêlos brancos chegou, Heitor o pegou com cuidado e aninhou em seus braços, deixando o bichinho se sentir confortável, e foi aquele cheirinho e aquele pelinho fazendo cócegas no nariz, que o fez rir com alegria, que o fez sentir amor. Ao mesmo tempo que essa cena acontecia com o menino, com o gatinho o sentimento era diferente, porém com o mesmo sentido! A bolinha peluda, fechou os olhinhos e se encolheu nos braços do menino, e do seu jeitinho, lançou todo seu amor e alegria em forma de um doce ronronar. O som da risada de Heitor, trouxe doçura e alívio para o bichano, o ronronar de Lion, trouxe alívio e doçura para o humano. A partir daí, os dois, trocaram olhares e se acomodaram na vida um do outro. Heitor, era uma criatura cheia de talentos, e dois de seus maiores talentos era a sensibilidade e a música. Ele tocava violino e por muito tempo, até essa música sair afinada, ela parecia um miado e miando ele seguia...